segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que me inspira?

Andei passando pelo blog, apenas vendo números e analisando a quantidade de textos publicados, vendo os intervalos de publicações por meses e por anos.

E algo que é normal para um poeta são as fases. Fases onde nada nos inspira, onde não encontramos temas para escrever, onde as palavras nos faltam.

Momentos opostos, onde o problema é falta de forma para expressar tantos sentimentos que aparecem. Sabendo que às vezes estes sentimentos não são sempre relacionados a pensamentos ou sensações boas.

Existem fatores “óbvios” como os temas relacionados a amor, seja por viver uma paixão ou sofrer pela perda de um. Mas já me inspirei por momentos relacionados à família,amigos ou a dança.

Mas algo que percebi que sempre ajudou a ter bons fluidos foram momentos ao lado de crianças. Sempre gostei de lidar com crianças, pela sinceridade, por ter um lado “criança” muito forte. Por saber que elas estão perto do que acho como ideal de atitudes de um ser humano. Ainda puras, sem maldade e principalmente sem falsidade.

Sem fazer força já “aparecem” imagens de crianças, que convivi na dança, com uma que só passei minutos juntos no dia dos pais, com crianças com quem passei alguns instantes brincando dentro de uma condução. E por fim, a presença até então mais forte do meu afilhado. São vários momentos e é difícil não sorrir lembrado disso, principalmente do meu afilhado.

De pequenas coisas ensinadas e ver ele repetir, por gostar, não porque os outros acham “bonitinho”.

Claro, a criança é um ser humano como outro qualquer e também pode machucar, magoar. Este mesmo afilhado, mesmo com pouco tempo de vida já me proporcionou alguns momentos de tristeza, por sentir ele distante, por perceber que ele não me dava a mesma atenção.

Mas tudo isso some no momento que vejo o primeiro sorriso dele direcionado para mim. Um sorriso sincero, aquela cara que complica até para ser firme e dar bronca quando ele apronta. É repreender e virar o rosto para que ele não perceba que estou achando graça no jeito dele.

Um verdadeiro poeta, na minha visão, apenas tem uma sensibilidade maior que as demais pessoas, ou até dizendo de outra forma, apenas não tem vergonha de assumir esta sensibilidade. E tudo que acontece com ele pode ou não inspirar.

As palavras , sejam elas escritas ou ditas, são apenas vazão dos pensamentos de um poeta. Torna-se fácil saber pelo “tom” em que fase o poeta se encontra. É uma exposição complicada, eu sei, porque isso pode ser usado de outra forma.

Mas ficar represando essa gama de sentimentos ,quando aparecem, pode doer muito mais. E um poeta de verdade não pode ter medo de seus sentimentos.

É até obrigação que ele exponha estes sentimentos. Para ter uma vida melhor e para poder ajudar e inspirar outras pessoas, seja para evitar situações, seja para aconselhar ações.

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