terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Lugar seguro".

É estranho, mas hoje o meu refugio não me leva para um lugar iluminado, quente e acolhedor. Tampouco um lugar rodeado de entes queridos.

Não, dessa vez é diferente. Ao fechar meus olhos, procuro respirar e deixar que meus pensamentos sejam levados.

A primeira coisa que noto é a escuridão. Aos poucos outras sensações vão aparecendo e sendo assimiladas.

O vento frio que assopra açoitando minha pele. A chuva forte e fria que molha meu corpo. O silêncio absoluto, onde consigo ouvir as batidas do meu coração, onde cada pensamento ou palavra pronunciada chegam aos meus ouvidos como se fossem vindos de uma multidão.

Só que esse ambiente hostil, apesar de incomodar no começo aos poucos começa a ser assimilado.

Difícil imaginar, mas parece que esse clima é familiar. Um reflexo da minha própria alma.

Aos poucos as sensações mudam ainda mais. Meus pensamentos e sensações "falam" comogio, me fazendo entender que este ambiente consegue ser mais ameno do que o criado pela minha própria alma.

Respiro forte, fechando os olhos neste "outro mundo". Procuro controlar minha respiração, ignorar meus pensamentos e todas as outras sensações que se fazem presentes e tentar achar as respostas. Achar meu rumo, num lugar improvável.

Um lugar sem o calor do sol, sem o brilho do luar. Sem eclipses....

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