sábado, 9 de abril de 2011

Turbilhão de emoções


Ontem tive um dia agitado, principalmente por conta da festa de 70 anos do meu pai. Organizei uma festa surpresa com meus irmãos que acredito que tenha “vazado” para meu pai, mas tudo bem.

Chegar ao Buffet, ajudar na organização, testar os DVDs, escolher músicas e ajudar a recepcionar os convidados. Com pouco tempo de festa já estava me sentindo bem. À medida que eu presenciava familiares e amigos do meu pai chegando, a sensação de paz e alegria era nítida em mim. Sentia que tudo ia dar certo.

Quando meu pai chegou à festa continuava normalmente, tranqüila. Nessa hora fiquei chateado pela primeira vez. É estranho, poucos podem entender. Mas o som rolando, meus irmãos dançando, algo que meu pai está mais que acostumado e eu sem poder estar com eles, por conta do joelho que ainda está em recuperação.

Me afastei um pouco da festa, para tentar relaxar e esquecer isso, mas o emocional já estava bagunçado.

Então chegou a hora da retrospectiva de fotos do meu pai. Vídeo que passei dias fazendo e revisando. Algo que eu já conhecia por completo. Mas estar ali, com meu pai, meus irmãos e feliz por tudo ter dado certo fez com que eu desabasse em lágrimas. Passei o vídeo inteiro chorando. Só consegui me acalmar antes de tirar fotos com meu pai.

O som continuou a rolar. O samba se fazendo presente e improvisei dançando samba-rock, afinal podia fazer os passos sem precisar ficar me mexendo, sem forçar meu joelho.

Mas acabei não resistindo. A vontade de matar a saudade de dançar me fez dançar uns 3 pagodes, mesmo sob os olhares de reprovação de minha mãe. Sabia que iria sentir no dia seguinte, mas eu precisava disso. Não só pela dança, mas por ser a festa do meu pai, acho que até para mostrar a ele que eu estava me recuperando bem da cirurgia.

Hoje é claro que estou um pouco destruído por conta de festa. Passei muito tempo tenso e preocupado e as emoções foram vindo até chegar a um estado de relaxamento.

Mas ver a cara de felicidade do meu pai, ver a sensação de dever cumprido no rosto dos meus irmãos e sentir a mesma sensação faz com que tudo tenha valido a pena. Algo para ficar marcado.

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