sábado, 21 de abril de 2012

Chuva


Chegar em casa do trabalho, com a roupa toda ensopada da chuva. Entrar em casa e descobrir que a casa está sem luz.

Mas ao invés de irritação, relevar a situação. Esticar uma toalha no quintal e deitar, deixando que a chuva possa molhar meu corpo seminu.

Fechar os olhos, tomado pela sensação de paz, de tranquilidade.

Desligar do mundo, mesmo que por alguns segundos, de forma que mal seja possível perceber você chegar.

Apenas depois fico sabendo depois que você estava ali faz algum tempo. Parada, me olhando, admirando meu corpo e minha expressão serena.

Aproxima-se de mim, me surpreendendo ao roubar um beijo e vir para perto de mim.

Lentamente começa a despir na mesma medida que a chuva começa a diminuir sua intensidade.

O contraste do meu corpo totalmente molhado pela chuva com o seu, que recebe apenas leves respingos, molhando levemente seu corpo.

Deita-se ao meu lado e ao som da chuva trocamos caricias e fazemos amor demoradamente.

A energia volta, mas preferimos deixar a casa sem luz, para que possamos focar nossas sensações um no outro.

Um banho demorado, com direito a fazer amor de forma apaixonante.

Deitar-se na cama, com você procurando o contato do meu peito para adormecer.

E adormecemos profundamente. Com um sono sereno e calmo. Ao som da chuva, que caí ritmada para trazer bons sonhos....

Um comentário:

Ve disse...

adorei, cada palavra

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