quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Jogo de sedução


Ignore o local. Pode ser um barzinho, um restaurante, uma balada.

Apenas perceba estas duas pessoas. Acostumadas a conquistar, acostumadas a seduzirem.

Cada qual com seus atrativos, com suas qualidades e acima de tudo, com sua confiança.

Ela sendo cortejada, recebendo agrados e mimos. Ele recebendo sorrisos, olhares e insinuações.

Até que a troca de olhares acontece.  A sintonia imediata acontece, mas o que acontece quando estamos 
falando de dois “conquistadores”?

Um drink é oferecido por ele e aceito com um sorriso. Uma música é cantada de forma insinuante , deixando no ar que a música é para ele, que apenas ouve a música com atenção.

Táticas normais, que ambos estão acostumados a usar, com sucesso, mas que nesta situação parecem não surtir o efeito desejado.

A confiança de ambos sendo colocada a prova. O poder de sedução parecendo não existir.  Ela agora sentada próxima ao bar, inquieta, confusa. Ele sentado um pouco mais afastado, sem saber o que fazer para se aproximar.

Acabam indo ao banheiro em momentos distintos e na volta acabam se esbarrando. E não se vê nem sombra da pose de conquista de ambos. Ao contrário, um pedido de desculpas por parte dele, um sorriso tímido por parte dela.

Um pedido para sentar-se a mesa com ele. Uma conversa animada, com afinidades em comum. Sem joguinhos, sem poses. Sem táticas. Apenas um papo agradável e sincero, que acontece por horas e horas.

Ao fim da noite, a troca de telefones e a certeza de que vão se rever em breve.

Cada um, em seu pensamento, pensando que perdeu a partida no jogo de sedução. Cada um achando que foi “derrotado”, seduzido.

Sendo que na verdade o melhor resultado possível foi alcançado, com este jogo acontecendo de forma tão intensa, com envolvimento mutuo. Com um empate onde ambos saíram ganhando....

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