quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Crianças


Fico feliz por me envolver tão facilmente com crianças.
Quem me conhece um pouco sabe o quanto gosto destas pessoas. O quanto me deixo envolver.
Principalmente porque vejo nas crianças a valorização de algo que procuro ter na minha vida. Da sinceridade, principalmente para com os próprios sentimentos.

Criança não julga, não tem preconceito. Não se preocupa em agradar. Se gosta, gosta e pronto. Não tem “porém”, não pensa “no que pode ganhar conosco”. Nós, adultos, é que “estragamos” esta pureza.

Aprendi com meu pai que respeito é algo que se dá, que se conquista. Não se impõe. E o fato de estar lidando com uma criança não muda isto. Respeito da mesma forma que respeito um adulto, isso se não respeitar até mais.

Amo meu afilhado. Tenho um carinho enorme por ele e sinto falta quando ele fica um tempo longe. Voltar para casa, depois de ir à academia ou dar um oi antes de ir trabalhar e ficar ali, batendo papo com alguém que mal fala direito.

Ficar sem ação quando ele pede para ficar perto, só vendo TV. Sem precisar brincar ou agradar, apenas querendo a minha presença por perto.

Ter o contato de uma criança até então desconhecida, como aconteceu no ano novo, e ficar com ela no colo, como se nos conhecêssemos há anos. Como se fossemos bem próximos. Gostar até de ver a criança ter ciúmes e querer minha atenção apenas para ela.

Ou até, para crianças um pouco maiores, poder dançar. E dançar como se deve, apenas sentindo a música, passando todo o tempo sorrindo, curtindo um momento único com uma pessoinha que não está pensando em aparecer, em se mostrar. Que está pensando apenas em dançar.

Não sinto falta da minha infância. Digo isto, porque em muitos momentos ainda sou uma criança e espero nunca deixar de ser...

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