terça-feira, 4 de novembro de 2014

Jogos, prêmios e desafios

Antes mesmo de nascermos temos que enfrentar nossa primeira competição. Ser o primeiro entre vários para conseguir ter a “chance” de começar o jogo.  Uma primeira fase no nível “hard” para mostrar que o jogo é sério.

Depois desta fase, o jogo caminha em ritmo lento. Desafios não tão assustadores. Negociações contemplado tarefas a serem cumpridas e recompensas caso sejam completadas.

Envelhecemos e os jogos começam a ficar mais interessantes, com melhores recompensas, mas os desafios aumentam, jogos mais perigosos.

Capazes de machucar, de ferir profundamente. Jogos com mais concorrentes, com mais pessoas envolvidas.

Descobrindo inimigos improváveis, confirmando suspeitas. Decepções ao confiar em quem não merece. 
Surpresas ao descobrir alianças inimagináveis.

Ter felicidade plena ao confirmar que valeu a pena confiar.

Aliados e inimigos ao longo do caminho. Alguns momentâneos, juntos apenas por interesse mútuo. Outros do tipo que estão sempre à disposição, seja perto ou seja longe. Seja “apenas” torcendo ou até “interferindo” diretamente.

Mas até então estamos pensando em jogos onde só temos vencedores e perdedores.  Mas como esquecer de certos jogos que foram feitos para se jogar a dois.

Movimentos cuidadosos, atitudes impensadas. Receios de se machucar, vontade de ir de cabeça sem medo.
Jogos que assustam demais. Cheios de truques e armadilhas em vários momentos que ás vezes nos cegam para “partidas” limpas e honestas.

Acostumados a concorrência ficamos com um pé atrás. A pensar na vitória ao invés de curtir a emoção do jogo. Prorrogar ele ao máximo.  Sem medo de “perder”

Apenas curtir o jogo e seus desafios e aproveitar cada instante. E de querer que nesta partida, em especial, não existam vencedores. Que não existam perdedores. Um empate, bom para todos os envolvidos.


Com a certeza de que entre todos os jogos que a vida nos oferece, este sempre proporcionaria prazer em sua plenitude. A cada partida, a cada segundo, uma nova emoção. O vício de querer jogar até o final e perceber feliz que o final está longe de acontecer...

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