terça-feira, 22 de abril de 2014

Just dance

Fechado no escritório,atrás da tela do computador.

Corpo inquieto , pés batendo no chão. Pernas balançando na cadeira.

Cabeça indo de um lado para outro.

Escutando uma leve batida, mas de onde? Não importa.

Chefe falando, pedindo algo, mas a batida ficando mais audível a cada segundo.

O corpo agora não está inquieto. Movimentos começam a aparecer, de forma desajeitada no principio é verdade, mas aos poucos ganhando forma.

Giros mal feitos, finalizando com tombos. Mas levantando logo em seguida e repetindo de forma indefinida.

A medida que a batida evolui , ganha vocal e instrumento, os passos também começam a evoluir, ganhar contornos mais elaborados.

Ninguém está dançando. Ninguém repara. Mas a música é alta e cristalina para todos. Como podem não estar dançando? Como podem não estar envolvidos? Se deixando levar?

Não importa. A dança continua, o sorriso se faz presente. A sensação de paz, de que tudo está no seu devido lugar.

Até que a música termina e desperto. Passaram-se segundos e cá estou em ainda atrás do meu computador, no mesmo lugar. E contando as horas para poder deixar apenas de sonhar com mais uma dança.

Contando as horas para deixar que meu corpo seja guiado pela melodia. Para que a música comande meus movimentos. Para que eu esteja no lugar onde eu pertenço, onde sou apenas "eu". Sem rótulos, sem expectativas.

Apenas eu , envolvido de corpo e alma na dança.

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