terça-feira, 20 de agosto de 2013

Beijos e preconceitos

O selinho de Sheik em um amigo virou o assunto da vez e foi algo que me fez pensar e refletir a respeito de atitudes minhas.

Se fosse com um jogador de outro time, provavelmente eu iria tirar sarro e fazer as mesmas piadas que os outros torcedores estão fazendo com meu time.

Se o acontecido tivesse envolvido duas mulheres bonitas, eu ia achar uma cena sexy, confesso.

Se um homem e uma mulher são vistos aos beijos, mesmo que estejam quase se "engolindo" a maioria releva e nem dá atenção, mas se são pessoas do mesmo sexo com beijos delicados ou de mãos dadas já gera uma repercussão.

Será que é para tudo isso? É preciso mesmo um governo apoiar leis contra união entre pessoas do mesmo sexo (como está acontecendo na Rússia)?

 É tão engraçado ou ofensivo piadas a respeito da sexualidade de alguém?

Confesso que eu mesmo já tive brincadeiras ofensivas deste tipo, já tive atitudes preconceituosas sem uma razão "válida".

É a falsa imagem de um povo liberal, sem preconceitos (de todo o tipo).

A justificativa dos torcedores que foram protestar - "não somos homofóbicos, mas viado no Corinthians não" me enoja, ou como virou moda "não me representa".

Indo apenas no mundo esportivo, o que importa a vida particular de um jogador do meu time? É algo tão "engraçado" para tirar sarro ou algo que mereça uma revolta tão grande?

É uma energia tão grande gasta com assuntos que não deveriam ter tanta repercussão, ao passo que outros assuntos (como política e economia) só são discutidos ou comentados quando é moda, quando passa no "plim-plim".

Este tipo de coisa me faz pensar e rever meus pensamentos e conceitos. Não quero mudar o mundo. Mas posso mudar a mim mesmo.


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