segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Papéis invertidos


Mulher confiante, ciente do que é capaz. Acostumada a ser a dona da situação, seduzir, provocar e atiçar.

Uma conversa, um olhar.  Esta pessoa (como tantas outras) mostra um interesse em ti. Tenta fazer seu jogo de sempre, mas dessa vez ele não faz efeito.

A pessoa que está ali com você age de uma forma que te deixa em dúvida. Em alguns momentos o interesse é claro, em outros parece que se trata apenas de um homem gentil e simpático e nada mais.

Em certos momentos sente como se ele quisesse te devorar enquanto que em determinadas situações parece que ele quer estar longe de você o quanto antes.

Tenta usar todas suas táticas, tentar ler o corpo dele. Cada palavra, cada atitude, cada sorriso, cada olhar. 
E a cada vez que faz isso, sua opinião do momento muda instantaneamente.

Começa a ficar em dúvida, começa a ficar ansiosa. Sente seu corpo te traindo. As palavras saem de forma diferente da usual. Você fala, demonstra e age muito mais que o normal, tentando chamar a atenção deste homem que por algum motivo começa a te despertar desejos.

Depois de algum tempo de contato o momento entre vocês dois chega ao fim. Ao contrário de situações “normais” você questiona se voltarão a se encontrar. Um sorriso é a resposta, seguida de um “talvez”.

Você pede o Facebook dele (algo que se tornou “normal” nos dias de hoje). Mas ele pede Seu fone, que prontamente é rabiscado com batom por você no primeiro papel que você encontra pela frente.

Ele agradece, lhe dá um beijo no rosto e vai embora, sem nem ao menos olhar para trás.

Ao se dar conta de toda esta situação você se pega sorrindo. Por ter encontrado alguém diferente dos demais.  Alguém capaz de mexer com seus sentimentos.

E anseia por reencontrar este homem que parece valer a pena. Único no meio de uma multidão.....

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