sábado, 31 de outubro de 2009

Quem eu sou?

Momentos ruins, má fase, sentimentos conflitantes. A nossa vida gira em torno de nossa vida profissional, pessoal e amorosa. Trabalho, familia e relacionamentos.

Por poucas vezes consegui ter esses três pilares em ordem, estáveis. Sempre um dos pontos ficava em baixa, se mostrava longe de estar perfeito.

Mas temos momentos onde parece que o mundo está para desabar e praticamente tudo se apresenta em baixa.

Por toda minha rotina, meus afazares, sou obrigado a demonstrar uma imagem que não corresponde ao que sinto. É péssimo, mas necessário.

O complicado de "ser poeta" é justamente o fato de ter a sensibilidade mais aguçada. Tudo que acontece, que se passa, é vivido mais intensamente.

Analisando com calma, percebo que 2009 vem sendo um ano complicado, com muitos altos e baixos. Talvez seja um ano de provação, não sei. Mas sei que está sendo dificil lidar com ele.

No trabalho as coisas mudaram demais. Depois de momentos ruins, muitos deles causados por mim, parece que ele está entrando nos eixos, mas não é algo que no momento me satisfaz completamente. As aulas de dança são momentos que faço algo que amo, mas que por tudo que envolve (os "bastidores") vem me desgastando.

Em familia me vejo tendo que cuidar de algumas coisas, no meio de relações conturbadas, conflitos, e tentando apaziguar as relações. Sou muito apegado as pessoas e isso vale demais com relação a familia. Apesar de estar tudo ótimo com meu pai (a pessoa que mais amo nessa vida) do resto sinto muita dificuldade

Até mesmo a dança, algo que amo demais, que faço por prazer, vem sendo algo complicado. Muitas vezes saio para dançar e nem sempre me dá o prazer que antes eu sentia. Quando eu dançava, estava em outro mundo, os problemas de fora eram deixados de lado. Hoje isso não acontece com frequencia. Domingo passado isso mudou um pouco, por conta da Isadora, Gaby e Paloma. Tratam-se de três lindas crianças com quem pude dançar na Troppo, com quem dancei várias músicas e que me proporcionaram o prazer que a dança estava acostumada a me dar. Dançar por dançar, dançar apenas para curtir a música, sentir.

Vejo algumas atitudes que venho tomando nos últimos tempos. Mudanças de postura, ações com relação a outras pessoas e paro para pensar no que está acontecendo. Paro pra pensar na pessoa que venho me tornando, da pessoa que anda tomando atitudes que não condizem com o que sou, que vão de encontro a ações que sempre condenei.

Fechado, na minha solidão, eu sofro. Relembro das atitudes, sinto a dor de tudo que vem acontecendo. Choro, sozinho, longe dos olhares de todos. Porque preciso ser forte, porque muita coisa acontece. Coisas que não esperam que eu esteja 100% para que eu possa resolver.

Medo, receio, dor. Sentimentos que preciso lidar e conseguir colocar em ordem. A vida adulta não espera que tudo se resolva. O tempo vai me ajudar a isso Quando? Não sei.

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