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Em suas mãos - parte 1

Uma noite tranquila, até entediante, por assim dizer. Apenas deitado na cama, vendo séries e esperando o tempo passar. De repente meu celular vibra com uma mensagem tua, perguntando o que estou fazendo.

Respondo que não estou fazendo nada demais. Demora alguns minutos e uma nova notificação chega.

“Confia em mim?” diz o texto. Respondo que sim e logo em seguida me manda um print de um Uber que está vindo me buscar.

- Você me pegou de surpresa, preciso pelo menos tomar um banho – envio a ti.

-  Não se preocupe com isso. Apenas siga minhas instruções – responde rapidamente.

Corro para pelo menos passar uma água no meu corpo e me vestir, sem fazer a mínima ideia de onde vou te encontrar e o que vamos fazer.

Assim que o Uber chega na minha casa te mando mensagem. Você visualiza, mas não responde. Pergunto se está tudo bem e você só responde com um “vai estar em breve”.

Fico olhando para o celular esperando alguma outra mensagem, mas nada chega. Fico ansioso e tento relaxar da melhor forma possível.

Chego ao meu destino e assim que saio do carro te encontro. Reparo em ti, linda como sempre. Sorrio, mas fico meio sem graça quando percebo como está vestida, fico até um pouco desconfortável e você percebe minha reação.

Nessa hora você se aproxima, me dá um leve beijo, segurando em minhas mãos e pedindo para relaxar e novamente me pergunta se confio em ti. Balanço a camisa de forma afirmativa e nessa hora você me entrega uma venda e pede para que eu a coloque.

Faço o que pediu e você sussurra no meu ouvido “espero que aproveite essa noite tanto quanto eu”. A sua voz me arrepia por completo e minha imaginação fica a mil.

Pega em minha mão e me conduz lentamente até seu carro. Conversamos durante o caminho e apesar de estar curioso e ansioso, resolvo me deixar levar. Ao longo do trajeto você rouba alguns beijos enquanto conversa comigo.

Nosso papo é tranquilo, falamos sobre assuntos diversos, nada fora do nosso normal, exceto pelo fato de eu estar sem poder enxergar absolutamente nada. Não demora muito e você estaciona.

- Chegamos em nosso primeiro destino – você me diz enquanto escuto a porta do carro abrir. Depois de um tempo você abre a porta do meu lado, me conduzindo para sair.

Confesso que neste momento já estou me acostumando com a venda e consigo me virar melhor mesmo sem ver. Mas claro, pelo fato de estar em um lugar desconhecido, ainda preciso da sua ajuda.

- Ainda temos algumas atividades para esta noite, mas primeiro preciso que você tome um banho – você me diz enquanto me conduz a entrada do que parece ser uma ducha.

- Pode tomar um banho com calma e se precisar de algo, estou logo aqui – me diz, bem perto do meu ouvido, passando suas unhas pelos meus braços, enquanto minha pele arrepia.

Tiro minha roupa e tenho a nítida sensação de que você está me olhando, mas entro no seu jogo. Vou tateando para mapear o banheiro, poder me banhar e tentar não molhar a venda.

A sensação da água caindo no meu corpo vendado é diferente, curto cada momento. Em determinado momento tenho a impressão de escutar um zíper se abrindo e alguns gemidos da sua parte.

Tomo um gostoso banho e quando termino chamo seu nome, pedindo ajuda para poder me secar. Você vem e me ajuda, alternando movimentos com a toalha com carícias e me arranhando de leve.

Em seguida me conduz para algum lugar onde percebo que tem algumas roupas separadas para mim. Comenta que espera ter acertado meu tamanho e me ajuda a me vestir. Porém percebe que mesmo após meu esforço, a venda está um pouco molhada.

Neste momento me pergunta se quero continuar vendado ou se prefiro enxergar o que está acontecendo. Respondo que quero seguir nesse clima, então você comenta que precisa trocar a venda. Tira a que estou usando, que acabou ficando molhada, mas mantenho meus olhos fechados. Enquanto você coloca uma outra em meus olhos, sinto seus lábios passeando em volta do meu pescoço, tocando em volta da boca até termos um beijo demorado e intenso.

Sinto seu perfume, escuto seus gemidos abafados por conta dos nossos beijos e seguimos por um bom tempo, até que você pede para parar, levemente ofegante.

- Agora que está vestido é hora de irmos para nosso segundo destino – você me diz, conduzindo para continuarmos uma noite que parece estar apenas no começo....

Comentários

Gleice disse…
Ual que história ansiosa pra continuar a ler

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