quinta-feira, 7 de julho de 2016

Na chuva

Simplesmente mais uma chuva. De diferente, nada, exceto pela vontade de dançar. No meio da chuva? Sim, por que não?

Ser chamado de louco? Não encano. Deixe que a razão fique de lado. O corpo pede, o coração manda e começo a me movimentar no ritmo de uma música que está na minha cabeça.

A camisa azul social começando a colar no peito. A calça social preta grudada nas pernas. Pessoas julgando, pessoas olhando, sinceramente não sei.

Continuo até que esbarro em você. Na mesma loucura que eu. Cabelo molhado, roupa justa ao corpo. com a aguá ajudando a definir suas curvas, suas formas.

A expressão de surpresa que dá lugar a um sorriso mútuo. Do sorriso, partimos para nossa dança. Que música? A música que nossos corpos nos levam.

Passos? Para que, se tudo que desejamos é estar bem próximos um do outro.

Toques de leve em seus cabelos, leves puxadas com certa malícia. Suas mãos entrelaçadas a minha, com leves toques das unhas. Toque no rosto, roçar de unhas no meu pescoço. Respiração leve próximo ao ouvido.

Toques nos braços, sentindo pele arrepiada. Olhar fixo. Olhos bem fechados para viajar nesta vibe. Olhos bem abertos para não perder cada segundo deste momento. Desta dança.

Entrando cada vez mais fundo nesta viagem. Nos deixando levar.

Lábios próximos, praticamente grudados. Sorrisos. vontades, desejos. Entrega. Intensa.

Como deve ser......sempre....




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