terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sabores

Nosso corpo se adapta nas situações adversas e na ausência de um ou mais sentidos, os outros ficam mais apurados.

Que tal maximizar o paladar?

Deitada, no meu quarto. Sem ruídos. Corpo nu e olhos vendados.

Relaxe. Fique bem confortável. Será que consigo agradar e adivinhar seus gostos?

Começo com uma fruta. Guio a mesma até sua boca, deixo que morda e experimente o sabor....

Fico escolhendo a próxima opção.Qual será o próximo sabor que irá experimentar?

Levo meu dedo até sua boca e peço que limpe o mesmo. Sente ele lambuzado, levemente adocicado.

Me delicio com a expressão que você tem ao fazer isso. Me delicio ao perceber teu corpo levemente arrepiado.

Fico pensando na próxima escolha. Propositalmente demoro, só para perceber a reação do seu corpo.

A respiração mais descompassada, ansiosa, inquieta.

Levo um bombom com licor para seus lábios. Você o morde e o liquido escorre pelo seu queixo. Levo minha língua para limpar e em troca vejo você arquear seu corpo e soltar um leve gemido.

Ainda tem outras opções, mas deve estar com um gosto doce na boca. Ruim para adivinhar sabores.

Saio de perto de ti e vou até a cozinha e volto com água com gás para voltar seu paladar. E te sirvo.

Não com um copo, não com a garrafa diretamente.

Te beijo e neste contato dos nossos lábios deixo que a água saia da minha boca e seja despejada diretamente na tua. Me beija querendo meu sabor e ao mesmo tempo querendo sugar a água ao máximo. Provando cada gota como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo.

Me afasto com dificuldade. Ambos ofegantes. Você passando a língua pelos lábios. O teu corpo denunciando seu estado.
E sorrio, ao olhar para o relógio e ver que ainda é cedo. Ainda dá para brincar muito......

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