terça-feira, 11 de abril de 2017

Permita-se

Meio de expediente. Almoço com um convite tendo apenas um endereço e nada mais.

Ao chegar no local, encontra uma bonita casa, com a porta entreaberta. Entra e segue o som que parece vir da cozinha.

Ao entrar , seu olhar se dirige a figura que está sentada na outra ponta da cozinha. Mais que confortável, você sente o ar de quem está no controle das ações.

Confirma isso ao ouvir a primeira ordem:

- Dispa-se. Agora.

Uma ordem simples, direta. Com palavras sendo pronunciadas de forma incisiva, sem margem para contestação.

Aceita as ordens e começa a se despir. Um olhar de reprovação na medida que chega perto de ti.

- Para que tanta pressa. Dispa-se mais devagar. Temos tempo para isso.

Procura diminuir a velocidade, mas em pouco tempo as roupas não fazem mais parte do seu corpo.

Sente uma sensação estranha ao ter o olhar direcionado ao seu corpo. Um pouco de vergonha, sensação de um pouco de intimidação.

Tal sensação é notada e amenizada.

- Acalme-se. Não vou te fazer mal. Por favor, sirva-se. Escolha uma das frutas, afinal você veio para almoçar, certo?

O tom da voz mais ameno te acalma. E as frutas estão com uma aparência ótima. Resolve se servir e come, sempre sobre olhares curiosos, acompanhando cada movimento.

- Por favor. Escolha suas frutas preferidas e separe nesta cesta ao lado. Após terminar, peço que leve a cesta carregada até o quarto , logo ao sair da cozinha, pegando a primeira direita.

Novamente o faz e percebe que desde sua entrada não pronunciou uma só palavra.

Ouve os passos atrás de você, mas continua firme na sua direção. Surpreende-se com a forma como o quarto foi decorado. Gosta do que vê. E se perde em pensamentos que não sente a proximidade do corpo alheio.

- Gosta do que vê?

Sente seu corpo arrepiar. Reagir. Excitar-se.

- Por favor, deixe as frutas na cabeceira e deite-se confortavelmente.

Consegue deitar , mas relaxar é a última coisa que passa por sua cabeça.

Seu olhar acompanha cada movimento, enquanto percebe os passos indo em direção a cabeceira. Um morango é escolhido a dedo. Morango este que passei pelo seu corpo, vindo pelas pernas, passando pelas coxas. Subindo lentamente até chegar nos seus lábios, onde é estrategicamente posicionado para que seja dividido com um beijo, com leves mordidas.

O morango deixou uma trilha em teu corpo. Trilha que uma língua ávida se apressa em seguir e limpar o trilho.

As demais frutas seguem o mesmo caminho, deixando seu corpo melado, sensível, querendo mais. Se delicia sentindo cada textura, cada toque.

Claro que tudo isso deixa o tesão a flor da pele. E claro, que o inevitável acontece.  Se entregam de em uma relação intensa, entre quem estava controlando as ações e quem estava se deixando dominar.

Gemidos altos, olhares de quem quer devorar o outro. Prazer único. Prazer simultâneo. Vontade de continuar até a exaustão. Até o corpo não aguentar mais. Ambos caindo na cama com aquele sorriso e expressão de alívio de quem gozou gostoso.

Um gostoso beijo trocado e em seguida a despedida.

Enquanto você se levanta, se arruma, fica lembrando de cada sensação. Ao sair da casa, o toque da calça social, da camisa ou mesmo da gravata parecem provocar ainda mais a lembrança do seu corpo.

Já ela se troca, colocando novamente sua roupa social e preocupada pois terá uma reunião em breve com seu diretor.

Reunião que ela chega com leve atraso. E é repreendida por você, de forma leve, educada.

E ambos se contém para não sorrir, pars não se entregar.

Você, acostumado a ser o senhor da situação, vivendo uma situação de submissão, de estar no papel do comandado.

Já sua secretária, contente por ter provado a sensação de poder estar no controle total, de poder dominar....

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